Alguns anos depois de começar a ser feita nos Estados Unidos, a videolaparoscopia – cirurgia realizada com a ajuda de câmeras, que são introduzidas na cavidade pélvica e abdominal por meio de pequenas incisões – aportou no Brasil no final da década de 80. Os primeiros procedimentos para remoção de cistos de ovário, útero e vesícula maravilhavam os médicos, pois as incisões feitas no paciente eram mínimas em relação às do processo convencional. Era o início de uma revolução na medicina, a da cirurgia minimamente invasiva. Em pouco mais de duas décadas, o avanço das tecnologias levou o conceito do “minimamente invasivo” a quase todas as especialidades médicas.
Para algumas pessoas, a vantagem mais visível dessa técnica talvez seja a estética, pois as cicatrizes são muito menores. Mas esse não é o ganho mais relevante. A cirurgia minimamente invasiva é sinônimo de menos dor, sangramento, tempo de internação e risco de infecções, além de recuperação mais rápida. São benefícios que fazem com que, progressivamente, as cirurgias convencionais cedam espaço a esses procedimentos.
Na angioplastia das artérias coronárias, um cateter acoplado a um balão desentope os vasos, evitando a ponte de safena ou mamária, na qual o osso esterno é aberto em toda a sua extensão. Ainda na cardiologia, o uso de microcâmeras e instrumentos especiais em cirurgias minimamente invasivas permite reduzir o tamanho da incisão de 25 cm para 4 cm e o tempo de recuperação de 40 para 10 dias.
Em ortopedia, o paciente faz a astroscopia do joelho, um procedimento para tratar lesões, e volta andando para casa no mesmo dia.
No tratamento de doenças do aparelho digestivo, as cirurgias laparoscópicas já predominam sobre as convencionais.
Na ginecologia, a mesma técnica permite dar alta em 24 horas à paciente que retirou o útero, em vez dos três ou quatro dias de internação necessários no caso da cirurgia tradicional.
De procedimentos mais simples como a remoção da vesícula até transplantes ou aneurisma cerebral, a incorporação de técnicas minimamente invasivas evolui de maneira constante.
Este ano foi realizada a primeira cirurgia robótica minimamente invasiva na área de cardiologia no Brasil. Esse tipo de procedimento agrega um novo aliado ao arsenal da medicina minimalista. Por meio de um console, o cirurgião maneja quatro braços de um robô, realizando a operação com mais precisão e segurança.
Os avanços são impressionantes, mas isso não significa que as cirurgias convencionais irão desaparecer. Em medicina cada caso é único. Haverá situações em que os procedimentos tradicionais continuarão a ser os mais indicados. Mas, quando os dois caminhos forem possíveis, as cirurgias minimamente invasivas poderão trazer mais vantagens. O papel do médico é apresentar todos os benefícios e riscos de cada uma. E a decisão tem sempre de ser tomada levando em conta o melhor para o paciente.
FONTE: LINK: http://www.einstein.br/pagina-einstein/Paginas/a-revolucao-da-cirurgia-minimamente-invasiva.aspx
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Medicina baseada em evidências. Medicina contemporânea.
Medicina baseada em evidências (MBE) é definida como o uso consciente, explícito e criterioso das melhores evidências disponíveis na literatura médica para tomadas de decisões em relação ao manejo de pacientes. Consiste em processo sistemático de seleção, análise e aplicação de resultados válidos de publicações científicas como base de decisões clínicas. Essas decisões incluem quantificação de risco, escolha de métodos diagnósticos, estabelecimento de prognóstico e escolha da melhor abordagem terapêutica.
O que se consideram “evidências” são estudos clínicos publicados em diferentes periódicos ou bancos de dados eletrônicos, sob forma de artigos originais, resumos estruturados de artigos originais, revisões sistemáticas, health technology assessments e diretrizes (guidelines).
Qualquer profissional - seja médico ou não - que realize qualquer afirmação sobre a saúde de uma pessoa sem embasá-la em estudos científicos está fazendo medicina baseada em autoridade e não medicina baseada em evidências científicas.
Referência principal:
LINK: http://www.arquivosonline.com.br/2006/8601/pdf/8601009.pdf
Anexo trabalho interessante com LINK: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21920039
O que se consideram “evidências” são estudos clínicos publicados em diferentes periódicos ou bancos de dados eletrônicos, sob forma de artigos originais, resumos estruturados de artigos originais, revisões sistemáticas, health technology assessments e diretrizes (guidelines).
Qualquer profissional - seja médico ou não - que realize qualquer afirmação sobre a saúde de uma pessoa sem embasá-la em estudos científicos está fazendo medicina baseada em autoridade e não medicina baseada em evidências científicas.
Referência principal:
LINK: http://www.arquivosonline.com.br/2006/8601/pdf/8601009.pdf
Anexo trabalho interessante com LINK: http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21920039
Supported by science?: what canadian naturopaths advertise to the public.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Você sabia que para colher os exames de colesterol deve-se seguir algumas regras?
O perfil lipídico, definido pelas determinações bioquímicas de colesterol total (CT), HDL-colesterol (HDL), triglicérides (TG) e LDL-colesterol (LDL), tem grande relevância na avaliação do risco de evento coronariano agudo na população geral.
A determinação do perfil lipídico deve ser feita em indivíduos com :
--dieta habitual,
--estado metabólico e peso estáveis por pelo menos duas semanas antes da coleta.
--além disso, devem ser evitadas a ingestão de álcool nas 72 horas e atividade física vigorosa nas 24 horas anteriores à coleta.
Enquanto CT, TG e HDL são dosados diretamente, o LDL pode ser determinado pela equação de Friedewald (LDL=CT-HDLTG/ 5) ou dosado diretamente.
A IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia considera o uso da fórmula como padrão, devido ao custo menor e à sua adequação à maioria dos pacientes. Apesar disso, para pacientes com hipertrigliceridemia (TG > 400mg/dL), hepatopatia colestática crônica, diabetes ou síndrome nefrótica, a equação é imprecisa e o LDL deve ser dosado diretamente
Principais fontes de variação pré-analítica:
1) Variabilidade Biológica:
Os componentes do perfil lipídico sofrem flutuações ao longo do tempo, o que caracteriza a variação biológica intraindividual. As variações médias em indivíduos saudáveis, em termos de coeficiente de variação (CV) podem ser resumidas em: cerca de 10% para CT, HDL e LDL e 25% para TG.
2) Duração do jejum
A padronização para a coleta recomenda jejum de 12 a 14 horas. Intervalos menores ou maiores podem interferir nos resultados.
3) Postura durante a coleta
É recomendável que a punção venosa seja realizada no paciente sentado por pelo menos 10 a 15 minutos para evitar variações ortostáticas da volemia e garantir a consistência entre as dosagens.
4) Duração do torniquete
Após 1 minuto de torniquete pode haver,hemoconcentração e, com relação ao perfil lipídico, ocorrer aumento de cerca de 5% no CT. Este efeito pode chegar a 10 a 15% com durações superiores a 5 minutos. Visando minimizar o “efeito torniquete”, este deverá ser desfeito tão logo a agulha penetre a veia.
5) Variações nas dosagens dos lípides
Pacientes com alterações no perfil lipídico devem ter seus exames confirmados por repetição em nova amostra, com intervalo entre uma semana e dois meses. Caso a variação entre as duas dosagens seja superior à variação máxima aceitável , uma terceira dosagem deve ser feita, com atenção especial às condições pré-analíticas e de preferência com a mesma metodologia e no mesmo laboratório.
REFERÊNCIA
IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia v. 88, suplemento I, abril de 2007
LinK: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/diretriz-DA.pdf
A determinação do perfil lipídico deve ser feita em indivíduos com :
--dieta habitual,
--estado metabólico e peso estáveis por pelo menos duas semanas antes da coleta.
--além disso, devem ser evitadas a ingestão de álcool nas 72 horas e atividade física vigorosa nas 24 horas anteriores à coleta.
Enquanto CT, TG e HDL são dosados diretamente, o LDL pode ser determinado pela equação de Friedewald (LDL=CT-HDLTG/ 5) ou dosado diretamente.
A IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, publicada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia considera o uso da fórmula como padrão, devido ao custo menor e à sua adequação à maioria dos pacientes. Apesar disso, para pacientes com hipertrigliceridemia (TG > 400mg/dL), hepatopatia colestática crônica, diabetes ou síndrome nefrótica, a equação é imprecisa e o LDL deve ser dosado diretamente
Principais fontes de variação pré-analítica:
1) Variabilidade Biológica:
Os componentes do perfil lipídico sofrem flutuações ao longo do tempo, o que caracteriza a variação biológica intraindividual. As variações médias em indivíduos saudáveis, em termos de coeficiente de variação (CV) podem ser resumidas em: cerca de 10% para CT, HDL e LDL e 25% para TG.
2) Duração do jejum
A padronização para a coleta recomenda jejum de 12 a 14 horas. Intervalos menores ou maiores podem interferir nos resultados.
3) Postura durante a coleta
É recomendável que a punção venosa seja realizada no paciente sentado por pelo menos 10 a 15 minutos para evitar variações ortostáticas da volemia e garantir a consistência entre as dosagens.
4) Duração do torniquete
Após 1 minuto de torniquete pode haver,hemoconcentração e, com relação ao perfil lipídico, ocorrer aumento de cerca de 5% no CT. Este efeito pode chegar a 10 a 15% com durações superiores a 5 minutos. Visando minimizar o “efeito torniquete”, este deverá ser desfeito tão logo a agulha penetre a veia.
5) Variações nas dosagens dos lípides
Pacientes com alterações no perfil lipídico devem ter seus exames confirmados por repetição em nova amostra, com intervalo entre uma semana e dois meses. Caso a variação entre as duas dosagens seja superior à variação máxima aceitável , uma terceira dosagem deve ser feita, com atenção especial às condições pré-analíticas e de preferência com a mesma metodologia e no mesmo laboratório.
REFERÊNCIA
IV Diretriz Brasileira sobre Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose do Departamento de Aterosclerose da
Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia v. 88, suplemento I, abril de 2007
LinK: http://publicacoes.cardiol.br/consenso/2007/diretriz-DA.pdf
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
Homem de 31 anos morre em academia em Belo Horizonte.
Como prevenir? É possível prevenir esse desfecho?
Sabe-se que existe um risco ao se realizar atividade física sem avaliação médica prévia. É recomendado que todos passem por uma avaliação médica antes de começar a praticar atividade física, de preferência com o cardiologista ou o médico do esporte.
Portanto a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte estabelece nas suas diretrizes sobre Morte Súbita no Exercício e no Esporte os seguintes pontos chave:
SUMÁRIO DE PONTOS CHAVE
A morte súbita no exercício e no esporte (MSEE), apesar
de ser um evento que traz grande repercussão e comoção,
especialmente quando ocorre em atletas competitivos, é
um evento raro e não existem dados que indiquem que sua
freqüência esteja aumentando.
– Abaixo dos 35 anos as cardiopatias congênitas estão
mais freqüentemente relacionadas à causa de MSEE.
– A doença arterial coronariana é a causa mais freqüente
de MSEE acima de 35 anos.
– A avaliação pré-participação (APP) sistemática e periódica
é a estratégia mais eficiente para se prevenir a MSEE
e, em seu nível mais básico (anamnese e exame físico),
deve ser realizada, por médico com experiência na área,
em todos os indivíduos que praticam exercício e esportes.
– Essa avaliação é justificável do ponto de vista ético,
médico e legal.
– A realização de exames complementares depende das
características do indivíduo avaliado (idade, nível de envolvimento
na prática do exercício).
– No esporte competitivo é altamente recomendável que
o teste ergométrico seja realizado por todos os indivíduos.
– O profissional médico mais habilitado para realizar uma
adequada APP é o especialista em Medicina do Esporte.
– Instituições que oferecem prática de exercícios e esportes
(academias, clubes, escolas) e que organizam eventos
esportivos (associações, federações, confederações)
devem requerer um atestado médico, estabelecendo para
qual tipo de atividade físico-desportiva o candidato está apto.
Devem, ainda, estas instituições organizar e treinar seu
pessoal para atendimento emergencial básico e quando
recomendado (ambientes com mais de 2.500 freqüentadores,
programas especiais de exercícios para idosos ou para
cardiopatas), ter um desfibrilador à disposição e um plano
de contingência médica para o pronto transporte da vítima
para um complexo hospitalar, quando necessário.
Sabe-se que existe um risco ao se realizar atividade física sem avaliação médica prévia. É recomendado que todos passem por uma avaliação médica antes de começar a praticar atividade física, de preferência com o cardiologista ou o médico do esporte.
Portanto a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte estabelece nas suas diretrizes sobre Morte Súbita no Exercício e no Esporte os seguintes pontos chave:
SUMÁRIO DE PONTOS CHAVE
A morte súbita no exercício e no esporte (MSEE), apesar
de ser um evento que traz grande repercussão e comoção,
especialmente quando ocorre em atletas competitivos, é
um evento raro e não existem dados que indiquem que sua
freqüência esteja aumentando.
– Abaixo dos 35 anos as cardiopatias congênitas estão
mais freqüentemente relacionadas à causa de MSEE.
– A doença arterial coronariana é a causa mais freqüente
de MSEE acima de 35 anos.
– A avaliação pré-participação (APP) sistemática e periódica
é a estratégia mais eficiente para se prevenir a MSEE
e, em seu nível mais básico (anamnese e exame físico),
deve ser realizada, por médico com experiência na área,
em todos os indivíduos que praticam exercício e esportes.
– Essa avaliação é justificável do ponto de vista ético,
médico e legal.
– A realização de exames complementares depende das
características do indivíduo avaliado (idade, nível de envolvimento
na prática do exercício).
– No esporte competitivo é altamente recomendável que
o teste ergométrico seja realizado por todos os indivíduos.
– O profissional médico mais habilitado para realizar uma
adequada APP é o especialista em Medicina do Esporte.
– Instituições que oferecem prática de exercícios e esportes
(academias, clubes, escolas) e que organizam eventos
esportivos (associações, federações, confederações)
devem requerer um atestado médico, estabelecendo para
qual tipo de atividade físico-desportiva o candidato está apto.
Devem, ainda, estas instituições organizar e treinar seu
pessoal para atendimento emergencial básico e quando
recomendado (ambientes com mais de 2.500 freqüentadores,
programas especiais de exercícios para idosos ou para
cardiopatas), ter um desfibrilador à disposição e um plano
de contingência médica para o pronto transporte da vítima
para um complexo hospitalar, quando necessário.
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