sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Homem de 31 anos morre em academia em Belo Horizonte.

Como prevenir? É possível prevenir esse desfecho?

Sabe-se que existe um risco ao se realizar atividade física sem avaliação médica prévia. É recomendado que todos passem por uma avaliação médica antes de começar a praticar atividade física, de preferência com o cardiologista ou o médico do esporte.



Portanto a Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte estabelece nas suas diretrizes sobre  Morte Súbita no Exercício e no Esporte os seguintes pontos chave:

SUMÁRIO DE PONTOS CHAVE

A morte súbita no exercício e no esporte (MSEE), apesar
de ser um evento que traz grande repercussão e comoção,
especialmente quando ocorre em atletas competitivos, é
um evento raro e não existem dados que indiquem que sua
freqüência esteja aumentando.

– Abaixo dos 35 anos as cardiopatias congênitas estão
mais freqüentemente relacionadas à causa de MSEE.

– A doença arterial coronariana é a causa mais freqüente
de MSEE acima de 35 anos.

– A avaliação pré-participação (APP) sistemática e periódica
é a estratégia mais eficiente para se prevenir a MSEE
e, em seu nível mais básico (anamnese e exame físico),
deve ser realizada, por médico com experiência na área,
em todos os indivíduos que praticam exercício e esportes.

– Essa avaliação é justificável do ponto de vista ético,
médico e legal.

– A realização de exames complementares depende das
características do indivíduo avaliado (idade, nível de envolvimento
na prática do exercício).

– No esporte competitivo é altamente recomendável que
o teste ergométrico seja realizado por todos os indivíduos.

– O profissional médico mais habilitado para realizar uma
adequada APP é o especialista em Medicina do Esporte.

Instituições que oferecem prática de exercícios e esportes
(academias, clubes, escolas) e que organizam eventos
esportivos (associações, federações, confederações)
devem requerer um atestado médico, estabelecendo para
qual tipo de atividade físico-desportiva o candidato está apto.
Devem, ainda, estas instituições organizar e treinar seu
pessoal para atendimento emergencial básico e quando
recomendado (ambientes com mais de 2.500 freqüentadores,
programas especiais de exercícios para idosos ou para
cardiopatas), ter um desfibrilador à disposição e um plano
de contingência médica para o pronto transporte da vítima
para um complexo hospitalar, quando necessário.

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