terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Medicina minimamente invasiva.

Alguns anos depois de começar a ser feita nos Estados Unidos, a videolaparoscopia – cirurgia realizada com a ajuda de câmeras, que são introduzidas na cavidade pélvica e abdominal por meio de pequenas incisões – aportou no Brasil no final da década de 80. Os primeiros procedimentos para remoção de cistos de ovário, útero e vesícula maravilhavam os médicos, pois as incisões feitas no paciente eram mínimas em relação às do processo convencional. Era o início de uma revolução na medicina, a da cirurgia minimamente invasiva. Em pouco mais de duas décadas, o avanço das tecnologias levou o conceito do “minimamente invasivo” a quase todas as especialidades médicas.


Para algumas pessoas, a vantagem mais visível dessa técnica talvez seja a estética, pois as cicatrizes são muito menores. Mas esse não é o ganho mais relevante. A cirurgia minimamente invasiva é sinônimo de menos dor, sangramento, tempo de internação e risco de infecções, além de recuperação mais rápida. São benefícios que fazem com que, progressivamente, as cirurgias convencionais cedam espaço a esses procedimentos.

Na angioplastia das artérias coronárias, um cateter acoplado a um balão desentope os vasos, evitando a ponte de safena ou mamária, na qual o osso esterno é aberto em toda a sua extensão. Ainda na cardiologia, o uso de microcâmeras e instrumentos especiais em cirurgias minimamente invasivas permite reduzir o tamanho da incisão de 25 cm para 4 cm e o tempo de recuperação de 40 para 10 dias.

Em ortopedia, o paciente faz a astroscopia do joelho, um procedimento para tratar lesões, e volta andando para casa no mesmo dia.

No tratamento de doenças do aparelho digestivo, as cirurgias laparoscópicas já predominam sobre as convencionais.

Na ginecologia, a mesma técnica permite dar alta em 24 horas à paciente que retirou o útero, em vez dos três ou quatro dias de internação necessários no caso da cirurgia tradicional.

De procedimentos mais simples como a remoção da vesícula até transplantes ou aneurisma cerebral, a incorporação de técnicas minimamente invasivas evolui de maneira constante.

Este ano foi realizada a primeira cirurgia robótica minimamente invasiva na área de cardiologia no Brasil. Esse tipo de procedimento agrega um novo aliado ao arsenal da medicina minimalista. Por meio de um console, o cirurgião maneja quatro braços de um robô, realizando a operação com mais precisão e segurança.


Os avanços são impressionantes, mas isso não significa que as cirurgias convencionais irão desaparecer. Em medicina cada caso é único. Haverá situações em que os procedimentos tradicionais continuarão a ser os mais indicados. Mas, quando os dois caminhos forem possíveis, as cirurgias minimamente invasivas poderão trazer mais vantagens. O papel do médico é apresentar todos os benefícios e riscos de cada uma. E a decisão tem sempre de ser tomada levando em conta o melhor para o paciente.

 FONTE: LINK:  http://www.einstein.br/pagina-einstein/Paginas/a-revolucao-da-cirurgia-minimamente-invasiva.aspx

Nenhum comentário:

Postar um comentário